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Blog do Langdon
 


O grande circo ministerial e o Congresso emPACado

Hoje, o Presidente Lula empossou mais cinco ministros, praticamente encerrando a atrasada reforma ministerial. Agora, falta substituir Waldir Pires (joguem o confete!), o Ministro da Defesa. O novo ocupante da pasta será o deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), ex-Presidente da Câmara e co-mentor do tal aumento de 91% no salário dos parlamentares. Depois que Aldo perdeu o cargo para Arlindo Chinaglia (PT-SP), o nosso grande líder ficou com peninha dele e deu um ministério pra ele não chorar.

Mas, voltando: o novo ministério tem o perfil esperado de um balcão de loja onde Lula troca apoio por cargos a praticamente todos os partidos. Sabe como é, pra o PT, oposição é uma coisa muito chata, assim como essa frescurinha de burguês, essa tal de democracia. Quando ganhou a eleição, Lula procurou trazer pra a base aliada até o PSDB e o PFL (rebatizado ontem de Democratas), chamando pra conversar o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o ex-senador Jorge Bornhausen. Os dois bateram a porta na cara do presidente. O PDT, que exercia uma oposição de ferro contra o governo petista e lançou o senador Cristovam Buarque (DF) à Presidência no ano passado, resolveu pular no trenzinho da alegria do Lulinha: o presidente da sigla, Carlos Lupi, foi empossado hoje Ministro do Trabalho. Nos últmos meses, um desfile de horrores visitou o Planalto: Maluf, Sarney, Quércia, Collor, a cúpula do PR (fusão do PL e Prona), o PSB... Todos foram atendidos, claro. Até o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), aceitou uma carona no Aerolula. Afinal, oposição é coisa de burguês. E ainda tem as estatais (começo a entender porque o PT odeia tanto que privatizem empresas) pra distribuir entre os coleguinhas. Toda essa generosidade ainda vai render mais um mega-escândalo de corrupção do governo Lula, é uma bomba-relógio pronta pra explodir.

                       

                          Lupi, Maluf, Sarney e Collor: todos conseguiram um cantinho no "coração de mãe" do PT

Ainda tem um assunto pra falar: no Congresso Nacional, a base aliada anda se comportando de um jeito bastante curioso. Quando era oposição, o PT pedia CPIs pra investigar até um peido que o FHC soltasse. Nas eleições de 2006, usaram contra Geraldo Alckmin as CPIs abafadas da Assembléia Legislativa de São Paulo, dizendo que ele tinha medo que investigassem o governo e que o mar de lama do governo Lula era conseqüência de investigação séria, o que não acontecia no governo anterior. Então, tá. Há pouco tempo, a base oposicionista formada basicamente por PSDB, DEM e PPS, propôs a CPI do Apagão pra investigar a crise nos aeroportos. A massa da base aliada (PT, PMDB, PR, PP, PSB, PTB, PDT...) não demorou pra barrar a investigação. Se isso não é demagogia, o que é? Depois, outro caso: o Tribunal Superior Eleitoral decidiu que todo deputado que ganhar uma eleição e mudar de partido logo depois terá o mandato cassado, pois o mandato é do partido, não do candidato. Faz sentido, já que cerca de 23 deputados concorreram por partidos de oposição e foram pra a base aliada logo depois. Claro, agora, os deputados governistas vão tentar passar por cima da decisão do TSE. Toda essa insistência do Congresso de passar por cima da lei acaba atrasando o próprio país: até agora, só foi votada a primeira medida do PAC, a mais nova embromação do governo Lula, mas os deputados já aprovaram um aumento próprio de salário e mais facilidade na liberação de recursos pra eles, a mesma facilidade que permitiu que fosse criada a Máfia das Ambulâncias. É mais ou menos isso que podemos esperar pra os próximos quatro anos. É isso aí, gente: já começou bem!

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Não dava pra terminar sem comentar essa palhaçada que agora o PIB cresceu 3,7%. Cresceu foi outra coisa. Foi o IBGE que mudou sua metodologia, ou seja, o que mudou foi a forma de ver o crescimento da economia. É mais ou menos como ter um rombo na parede da sala e você se afastar dizendo que o rombo não é tão grande. Isso é que é Brasil!



Escrito por Langdon às 20h21
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O desgaste da Microsoft

                                                  

A Microsoft tem se mostrado a fabricante de consoles mais instável do mercado: foi mais vaiada que time argentino em Copa do Mundo no Brasil quando resolveu matar o Xbox pra lançar o Xbox 360 já em 2005, um ano antes de todo mundo. Quando saíram os primeiros jogos, que poderiam ser confundidos com jogos bonitinhos de Xbox, as pedras começaram a ficar mais duras. Com o lançamento, piorou. Na E3 2006, quando a Sony deixou cair a peteca com o seu PS3 e a Nintendo foi por um caminho diferente, a empresa do tio Bill Gates brilhou, com jogos bonitos e interessantes, como Gears of War, Halo 3, Fable 2, Mass Effect e Lost Planet, além dos novos RPGs de Hinorobu Sakaguchi. Depois, foi crucificada de novo quando se percebeu que continuavam os problemas de super-aquecimento nos consoles e as infames "Three Red Lights". Voltou a ser bem falada quando o Xbox 360 atingiu uma base de 10 milhões com jogos como GoW e LP. E agora, vem uma nova atitude polêmica da empresa: um novo modelo do console da empresa vai chegar ao mercado, com melhoras a mais e um preço US$ 80 maior.

Como se pode ver pelas imagens, a primeira diferença óbvia do novo modelo é a cor: preto em vez de branco. Também possui um HD seis vezes maior que o do modelo original e duas vezes maior que o do modelo Premium do PS3, e uma saída HDMI (o cabo acompanha o console). Outra diferença é o preço: US$ 479. Com isso, os possuidores de um Xbox 360 têm motivos de sobra pra se preocupar. Nada contra upgrades de consoles: ninguém achou ruim quando a Nintendo lançou o GBA SP ou o DS Lite, ou quando a Sony lançou o PSOne ou PSTwo. Acontece que há diferenças cruciais: a entrada de HDMI do console não estava prevista no modelo original. Nem resolução 1080p estava prevista. Muito menos um HD desse tamanho. 10 milhões de consoles com o X em baixo relevo estão em residências no mundo todo, e nenhum deles tem porta HDMI ou HD de 120 GB. Quando a Sony anunciou as características turbinadas do PS3, a resposta da Microsoft foi incisiva: são artigos desnecessários que encarecem o produto, ninguém precisa de resolução 1080p ou HD maior, etc. Em parte, é verdade: o PS3, graças às suas características turbinadas, pesa no mínimo US$ 100 a mais que o Xbox 360 no bolso do consumidor. Acontece que esse upgrade feito pela Microsoft parece muito mais com um Sega CD ou 64DD (lembram?) do que com um DS Lite: ou a tecnologia será sub-utilizada, ou nem será utilizada.

                                                 

                                         Sega CD e 64DD: a história de fracasso dos upgrades se repete

Tudo isso contribui muito com um desgaste na imagem da gigante americana. Cada vez mais jogos são anunciados pra o Xbox 360, mas, ao mesmo tempo, há uma desconfiança muito grande. Essa pode acabar sendo a deixa para que a Sony se reerga... Ou não. Ainda é cedo pra bancar a Mãe Dinah, mas especular é natural. Minha opinião: não necessariamente as pessoas vão deixar de comprar o Xbox 360 por causa do provável super-aquecimento, mas se a imagem da empresa continuar a se deteriorar desse jeito, o Xbox 360 irá perder a grande vantagem que conquistou durante um ano.

E aí, Tio Bill? E agora, o que vai rolar?



Escrito por Langdon às 17h20
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Não era pra a gente julgar os bandidos daqui?

Tem um fenômeno estranho acontecendo: agora, parece que a nossa Justiça é tão incompetente que quem julga os grandes casos de corrupção/estelionato/falta de vergonha na cara, ou os três, são os júizes dos EUA. Olha só:

No final do ano passado, o casal Sônia e Estevam Hernandes, os donos da quadrilh..., digo, Igreja Renascer em Cristo, enfrentaram um processo do Ministério Público por estelionato e lavagem de dinheiro. A "bispa" e o "apóstolo" são responsáveis por mais uma seita que fatura em cima de alguns milhões de cegos. Um juíz chegou a decretar a prisão preventiva dos dois. Mas, como diria nosso santíssimo Alborghetti, "quem vai pra a cadeia é puta, preto e pobre": o casal entrou com um pedido de habeas corpus e se livrou da cana rapidinho. Em janeiro, a bispa e o maridão foram presos tentando entrar em Miami com US$ 50 mil, em espécie, escondidos até em uma Bíblia. Taí, uma boa idéia pra os deputados sanguessugas da Universal. Se descobrirem, é só dizer que foi tudo armação do Demo. Enfim, o casal foi preso e teve que ficar bem uns dois meses usando o modelito caqui da prisão, dividindo o espaço até com gente que diziam ser do Al Qaeda. Depois, foram pra a sua mansão aguardar o julgamento, mas estão usando tornozeleiras eletrônicas. E tá certo. Bandido não é santo porque usa colarinho.

   

A grana do casal. À direita, a realização de um sonho: a bispa fichada!

 Mais recentemente, outro acontecimento inédito: o deputado federal (parabéns, São Paulo!) Paulo Salim Maluf foi CONDENADO! É, só que nos EUA. A Justiça americana descobriu uma conta em Nova York que Maluf usava pra esconder dinheiro sujo (jura?) desviado por ele quando foi prefeito de São Paulo, de 1993-96. Em 2004, apareceu uma conta multimilionária com a assinatura dele na Suíça, e nada aconteceu. Em 2005, Malufão ficou preso 40 dias com o filho Flávio (ladrão que nem o papai!) em uma cela da Polícia Federal, mas foi solto porque o juiz encarregado do caso ficou com pena deles. E bastou um caso, um só!, nos EUA, pra que o ilustre fosse proibido de entrar no país. "Mr. Paulo Maluf é muito bem-vindo nos EUA. Temos até um quartinho pra ele aqui", disse um representante da Justiça americana.

                                                   

                           "Essa assenatura não é menha! Aliás, eu nem me chamo Paulo Maluf!"

A imagem passada pode ser que nada funciona no Brasil, mas não se desanimem: acabamos de encontrar a solução para o crime no país! É só mandar todos os processos pra os juízes americanos! Bom, por enquanto, a bispa e o apóstolo continuam passando férias forçadas em Miami. Não esqueçam de mandar um cartão postal, viu?



Escrito por Langdon às 14h04
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Lulla e Collor: uma linda história de amor e ódio

18 anos depois do espetáculo que foi o impeachment do Presidente Fernando Collor de Mello, o ilustre volta a Brasília com o respaldo de mais de 500 mil alagoanos. O "caçador de marajás" teve sua candidatura à prefeitura de São Paulo em 2000 anulada antes da eleição, e depois foi derrotado nas eleições pra governador de Alagoas. Em 2006, ele conquistou com larga vantagem a vaga de senador no seu estado de adoção. Como isso aconteceu? Entre outras razões: com a sucessão de escândalos de corrupção do governo do PT, Collor, PC Farias e o resto da quadrilha dos colloridos pareceram um bando de trombadinhas. O próprio senador admite que começou a ser tratado de maneira diferente desde que começaram as denúncias contra o atual governo. Mas isso não impediu que Lula e Collor, antes inimigos declarados, se tratassem como velhos amigos na reunião com os líderes do PTB na semana passada. Em seu primeiro discurso como senador, o ex-presidente chorou, contando como todos estavam contra ele pra derrubá-lo. Curiosamente, quem derrubou Collor foi, em grande parte, a mesma turma que o colocou no poder.

Lágrimas de crocodilo: Collor chora no plenário

 Como brasileiro tem memória curta, aqui vai um refresco: em 1989, o até então desconhecido governador de Alagoas, Fernando Collor de Mello, saiu candidato a Presidente da República como favorito. Pra isso, teve apoio da maior parte da mídia. Acabou indo ao segundo turno com Lula. Na reta final da campanha, partiu pra o jogo sujo, espalhando que o petista tiraria o dinheiro de todo mundo, e até atacou o adversário pessoalmente, trazendo no horário eleitoral a ex-namorada de Lula pra falar mal dele. A edição do último debate pela Rede Globo se focou em mostrar Lula como um despreparado e carrancudo, e Collor como o candidato mais gostosão e carismático. No dia da eleição, a diferença de 1% entre os dois apontada na pesquisa havia esticado pra 4%. Quando o irmão de Collor resolveu contar tudo pra a revista Veja, quem pediu o impeachment? Deputados e senadores da oposição, principalmente do PT, como o Zé Dirceu, Zé Genoino, Luiz Gushiken... Na semana passada, no encontro amistoso entre Collor e o atual presidente, pôde-se ver que os dois eram iguais. Então, por que um foi "impichado" por bem menos e o outro continua aí, firme e forte? Resposta: um tinha uma oposição forte e decidida. O outro, não. Um organizou uma quadrilha entre os amigos pra desviar dinheiro público. O outro organizou uma quadrilha dentro do Congresso e do Planalto pra desviar dinheiro público e comprar todo mundo que poderia representar ameaça a ele.

Deu pra entender tudinho? Então tá bom. É Collor e Lula de novo com a força do povo! Rumo a 2010! E Maluf pra Presidente da Câmara!



Escrito por Langdon às 13h41
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E as exclusividades, Sony?

Como vocês já devem saber, anteontem uma notícia surpreendente atingiu os chamados "sonystas" como um tapa na cara: Devil May Cry 4 não é mais exclusivo do PS3, e vai sair também pra Xbox 360 e PC. Considerando que, até agora, a série de ação da Capcom sempre foi exclusiva do PS2, essa notícia representa uma mudança de ares. Pra mim, não faz muita diferença, pois não sou fã do demônio-emo Dante, mas a quebra da exclusividade representa uma nova tendência na nova geração: títulos multiplataforma em número muito maior. No final de 2006, Assassin's Creed, o jogo de ação dos criadores da trilogia Prince of Persia pra PC/PS2/GameCube/Xbox até então exclusivo do console da Sony, também foi confirmado pela Ubisoft pra PC e Xbox 360. Ou seja, já são duas exclusividades perdidas pela empresa de Ken Kutaragi na guerra da nova geração. E por quê isso?

Assassin's Creed e Devil May Cry 4 já são multiplataforma. Quem será o próximo?

É óbvio que, quando uma empresa produz um game, ela investe tempo, dinheiro e trabalho nele. É um investimento que deve ter retorno pra gerar lucro. Nos tempos do Atari 2600, uma equipe de 10 pessoas já era o bastante pra produzir um jogo. Os custos de produção eram pequenos, assim como o tempo investido em cada jogo. Conforme os videogames foram evoluindo, os custos de produção acompanharam essa evolução. Empresas que não conseguiram obter retorno de seus investimentos, como a Titus (empresa responsável pelo abominável Superman 64) e a Acclaim, pediram falência. Além disso, empresas consideradas financeiramente saudáveis sofrerão fusões, como Squaresoft/Enix, Sega/Sammy e Namco/Bandai. Um bom exemplo da evolução dos custos de produção é Final Fantasy VII. O RPG da Square, lançado em 1997, consumiu US$ 45 milhões dos cofres da empresa durante dois anos, mantendo uma equipe de 100 pessoas trabalhando no jogo. Questionada sobre um possível remake pra PS3, a Square Enix afirmou que o projeto exigiria 300 pessoas trabalhando durante cinco anos nele, com gastos totais de US$ 100 milhões(!), incluindo kits de produção, pagamento de salários de uma equipe preparada, etc. É um investimento alto demais pra ser feito sem certeza de retorno.

FFVII: os fãs sonham com o remake, mas a idéia pesa no bolso

E como obter o tal retorno do investimento? Ou as produtoras encarecem o produto, ou procuram vender mais. Produtos caros demais podem espantar os fãs: se o reajuste de US$ 10 nos jogos de PS3 e Xbox 360 já causaram alguma revolta, imagine se alguns jogos passarem a custar mais que US$ 60? E se um jogo for exclusivo de um console, suas vendas se limitarão à base instalada da plataforma. Jogos bons trazem boas vendas, e boas vendas trazem jogos bons. Então, é de se esperar que grandes produtoras procurem popularizar seus jogos lançando-os em múltiplos consoles. Bons exemplos são Splinter Cell, Prince of Persia, 007 e outros títulos lançados em todos os consoles e até no PC pra ter certeza de lucro. Dos três consoles da geração que acaba de terminar (ou não, já que God of War II chuta bundas), o que teve o maior número de exclusividades de thirds foi o PS2, justamente por causa da sua ampla base instalada. E é isso que mais preocupa a respeito do PS3, tido por muitos como um console elitista e sem grandes vantagens sobre os concorrentes: sendo que fazer jogos na nova geração será um processo ainda mais caro e demorado, estariam as third-parties dispostas a dar a mesma atenção ao PS3 que deram ao PS2? Por enquanto, Metal Gear Solid 4 e Final Fantasy XIII são as únicas produções de alto calibre que não são feitas pela própria Sony ou estúdios ligados a ela. Se essas exlcusividades também fossem quebradas, aí sim, a situação ficaria bastante complicada.

      

As duas maiores vedetes do PS3 são essenciais para o sucesso do console

E, do outro lado do front, a Microsoft não hesita em liberar bilhões de dólares para seu setor de games, mesmo com uma situação complicada no cobiçado mercado japonês. Com o mérito de um harware menos complexo, a empresa do tio Bill Gates tenta agregar mais exclusividades interessantes ao seu Xbox 360, além de tentar quebrar exclusividades importantes da rival Sony. A Nintendo, por sua vez, chama novos gamers ao mercado com seu Wii, e representa uma opção menos custosa e complexa para produzir jogos. Os frutos da abordagem da Big N vêm sutilmente, mas estão aí: um Final Fantasy, um Dragon Quest e um Resident Evil feitos especialmente pra Wii. Hideo Kojima produzindo um projeto original para o console. Solid Snake em Super Smash Bros. Brawl. Empresas menores, como a Grasshopper, fazendo jogos interessantes para o console. Enfim, a concorrência parece muito mais acirrada para a atual líder do que era há 6 anos, quando o PS2 foi lançado. O que vai decidir essa guerra são os jogos, como sempre foram. Se a Sony não conseguir manter suas exclusividades e conseguir novas, vai ser bem difícil convencer os gamers de que é mais vantajoso gastar em um PS3 o dinheiro que você gastaria em um Wii e um Xbox 360. Novamente, tudo depende do público.



Escrito por Langdon às 03h11
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Reforma ministerial: trocando seis por meia dúzia

Nossa! Parece que, dois meses e meio depois da segunda posse do presidente Lul(l)a, o segundo governo vai começar de verdade! Há uma semana, o nosso maravilhoso líder decidiu o novo ministério. Quer dizer, quase: teve que reformular depois que o ex-futuro ministro da Agricultura, um nobre deputado do PMDB, foi acusado de falsificar documentos pra conseguir um empréstimo do Banco do Brasil. Mas, que seja: vamos comentar alguns dos outros nomes.

Tarso Genro - Justiça

O camarada Tarso Genro foi ministro da Educação e, posteriormente, de Relações Institucionais no primeiro mandato. Pra quem não se lembra do ilustre, ele foi o primeiro a sair gritando que o Mensalão era um "golpe da direita" contra o governo. Mais tarde, no auge da crise, ele sugeriu que, se ocorresse o impeachment do presidente, movimentos sociais como o MST "poderiam" se revoltar e ir para as ruas. Resumindo, um petista típico. Deve ser o novo advogado do governo durante os escândalos que estão por vir, como foi o atual ministro, Márcio Thomaz Bastos.

Dilma Rousseff - Casa Civil

Depois que o grande José Dirceu teve que se afastar do cargo porque comandava uma quadrilha, quem assumiu foi a então ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff. O "cumpanhero" Zé se referiu a ela como uma "companheira de longa data". Exercendo o papel de "Dirceu de saia" desde então, Dilma negou insistentemente a existência do Mensalão e se tornou o novo "pau-pra-toda-obra" do governo depois que mais um super-ministro, o hoje deputado Antônio Palocci, se afastou da Fazenda porque mandou quebrar o sigilo do caseiro que denunciou as reuniões na "casa da suruba" de Ribeirão Preto. Já no segundo mandato, Dilma foi apresentada como mentora do PAC, o Fome Zero da economia. Pelo que consta, a ministra, que permanecerá no cargo, pode ser indicada para concorrer em 2010 e se tornar o primeiro ditador feminino do Brasil.

Marta Suplicy - Turismo

Sim, ela está de volta. Depois de ser exorcisada pelos paulistanos em 2004, a ex-prefeita almejou concorrer pelo governo do estado, mas derrapou na reta final com Mercadante. Ajudando a proliferar a "campanha do medo" de Lula nas eleições, resolveu pedir pra ser ministra da Educação ou das Cidades. Como ministério tá muito concorrido pela "cumpanherada", ela se contentou com o Turismo, mesmo. O atual ministro, Walfrido Mares Guia, teve que chegar pra lá e foi parar nas Relações Institucionais, mas tudo bem. Governo do PT é que nem coração de mãe: sempre cabe mais um!

Waldir Pires - Defesa

Ainda não foi confirmado se o atual ministro da Defesa vai continuar no cargo, já que o nosso grande e sábio líder afirmou que "seria um erro mover o Waldir quando ele é atacado" por todos. Veja bem, mover, não demitir. Quer dizer, se ele perder o emprego, vai assumir outra pasta. Pra quem ficou em coma nos últimos meses: o ministro Waldir Pires demonstrou que o extremamente útil Ministério da Defesa, criado no governo FHC, simplesmente não tem nem a capacidade de manter os aeroportos em ordem. O Tribunal de Contas da União chegou a recomendar sua demissão, mas Lula não teve coragem de fazer essa maldade... Coitadinho do Waldir, ninguém gosta dele...

Walfrido Mares Guia - Relações Institucionais

 

Foi Ministro do Turismo durante o primeiro mandato de Lula, mas agora tem que mudar de pasta pra acomodar a nova integrante do (des)governo, Marta Suplicy. Como Tarso Genro quer a Justiça (não literalmente), ele vai ficar com as Relações Institucionais. Claro que ele fica no governo para cumprir a meta de ministérios prometidos ao PTB, o partido que tem ilustres integrantes como o senador (!) e ex-presidente Fernando Collor de Mello e o deputado cassado (e atual presidente da quadrilh..., digo, partido) Roberto Jefferson. Para demonstrar sua competência, o novo ministro de Relações Institucionais fez uma afirmação sobre a crise na Aeronáutica: segundo ele, a crise é inexistente e o recente caos aéreo foi causado pela Lei de Murphy. Foi tudo imaginação nossa. Ufa! Que alívio ver o país nas mãos de pessoas tão sábias!

Esses são alguns dos ministros mais notórios do segundo governo Lulla. Valeu a espera, hein?



Escrito por Langdon às 23h05
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Inaugurando

Bom, hoje eu começo esse blog. Primeiro, eu sou o Victor Doering, o Langdon do Finalboss. Resolvi criar esse blog pra publicar sistematicamente as minhas opiniões sobre vários assuntos: games, política e atualidades em geral. Esse aqui é um blog descontraído, mas faço questão de não maltratar o português. Então, tá aí pra quem quiser ver. Só vou pedir respeito nos comentários. Abraço!

Escrito por Langdon às 22h47
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